Por que se formam trincas a quente nas soldas de alumínio?
Publicado: · Por XCM CNCvisualizações: 241
A fissuração a quente na soldagem de alumínio inclui fissuras de solidificação no metal de solda e fissuras de liquação na zona afetada pelo calor. A alta expansão térmica, uma ampla faixa de congelamento, filmes de baixo ponto de fusão nos limites dos grãos e a restrição da junta combinam-se para criar condições de vulnerabilidade durante o resfriamento. Este guia explica como a composição do metal-base e a seleção do material de adição alteram a suscetibilidade à fissuração, por que algumas ligas de Al-Cu-Mg e Al-Zn-Cu-Mg são difíceis de soldar por fusão e como refinadores de grãos, concentração de calor, corrente e velocidade de avanço controladas, projeto da junta e sequência de soldagem reduzem o risco geral de fissuração.
A fissuração a quente na soldagem de ligas de alumínio inclui, principalmente, a fissuração por solidificação no metal de solda e a fissuração por liquação na zona afetada pelo calor. Ambas ocorrem em altas temperaturas, quando uma película líquida frágil não consegue suportar a deformação por tração gerada durante o resfriamento.
Por que as ligas de alumínio são suscetíveis
O alumínio se expande aproximadamente o dobro do aço para a mesma variação de temperatura. Durante a solidificação, os eutéticos de baixo ponto de fusão podem permanecer ao longo dos limites dos grãos, enquanto o metal ao redor se contrai. As ligas com ampla faixa de congelamento são especialmente vulneráveis, pois a película líquida contínua persiste por mais tempo e tem pouca capacidade de suportar deformações.
A suscetibilidade à fissuração depende da composição do metal-base, do metal de adição, da restrição da junta e dos parâmetros de soldagem. O alumínio puro é o menos suscetível. As ligas de Al-Cu estão entre as mais suscetíveis, e as ligas de duralumínio (Al-Cu-Mg) e as ligas de alta resistência (Al-Zn-Cu-Mg) geralmente não são adequadas para a soldagem por fusão convencional.
Como o metal de adição influencia a formação de trincas
Um material de adição pode alterar a composição da solda, a faixa de solidificação e a quantidade eutética. Um fio de Al-Si contendo cerca de 5% de Si, como o 4A01 mencionado na fonte, apresenta boa capacidade de reparação de trincas, embora sua resistência e ductilidade da solda sejam comparativamente baixas. Pequenas adições de Ti, Zr, V ou B podem refinar os grãos e reduzir a formação de trincas, distribuindo a deformação por mais limites de grão.
Como reduzir a fissuração a quente
Selecione uma combinação compatível de metal-base e metal de adição que minimize a faixa de congelamento vulnerável.
Utilize uma fonte de calor concentrada e evite correntes excessivamente altas.
Controle a velocidade de deslocamento. A velocidade excessiva, combinada com alta corrente, pode aumentar a sensibilidade a trincas.
Reduzir a restrição nas juntas por meio do projeto adequado das ranhuras, dos pontos de fixação e da sequência de soldagem.
Evite a soldagem intermitente, em que as repetidas partidas e paradas geram ciclos térmicos locais severos.
Nenhum parâmetro isolado elimina a fissuração a quente. O controle da composição, o refinamento do grão, o controle da entrada de calor e a redução da restrição devem atuar em conjunto.
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